Tratado contra armas nucleares completa dois anos em meio à crescente ameaça atômica

O domingo marca o aniversário de dois anos desde um tratado das Nações Unidas banindo armas nucleares ter entrado em vigor.

A data ocorre em um momento em que mais países apresentam visões divergentes sobre tais armamentos devido à guerra na Ucrânia e à crescente ameaça atômica representada pela Rússia.

O Tratado de Proibição de Armas Nucleares entrou em vigor em 22 de janeiro de 2021. Até o momento, 92 países o assinaram e 68 já o ratificaram.

Os Estados membros realizaram seu primeiro encontro em Viena, na Áustria, em junho do ano passado. Os delegados adotaram a Declaração de Viena, que pede por um mundo livre de armas nucleares.

Eles também emitiram o Plano de Ação de Viena, que estabelece passos concretos rumo à abolição de tais armamentos.

Por outro lado, países detentores de armas atômicas, como Rússia, China e Estados Unidos, não adotaram o tratado. Países sob proteção americana, entre eles o Japão, também não se juntaram ao acordo.

Alguns países até mesmo aumentaram sua dependência nas armas nucleares como meio de dissuasão desde Moscou ter sugerido a possibilidade de usar tais armamentos caso ameaçado.

Uma conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares realizada em agosto do ano passado não conseguiu emitir uma declaração final devido à oposição russa.

O segundo encontro dos países membros do Tratado de Proibição de Armas Nucleares está marcado para novembro. Mas permanece incerto se o acordo vai impulsionar esforços de desarmamento nuclear no futuro.