Ministro da Defesa da Rússia delineia 'grandes mudanças' nas Forças Armadas

Líderes russos presenciaram um fluxo de armas modernas para dentro da Ucrânia e acusaram os aliados de Kiev no Ocidente de realizarem uma "guerra por procuração". Agora, eles afirmam que a intervenção os forçou a adotar "grandes mudanças" nas Forças Armadas.

O ministro da Defesa, Sergei Shoigu, disse a seus comandantes na terça-feira que eles precisam fortalecer suas forças navais, aeroespaciais e de mísseis estratégicos. Eles irão recrutar mais soldados até 2026, expandindo suas tropas para 1,5 milhão.

Shoigu disse: "Somente será possível garantir a segurança militar do estado e proteger novas entidades territoriais e infraestruturas críticas da Federação Russa ao fortalecermos os principais componentes estruturais das Forças Armadas."

Shoigu vem enfrentando fortes críticas dentro da Rússia pelas derrotas de seu país nos campos de batalha. Ele diz que a prioridade é avançar com a "operação militar especial", como os russos se referem à invasão, até que ela seja completada.

Líderes ucranianos afirmam que a Rússia é culpada de crimes de guerra, citando um ataque a mísseis no sábado contra um prédio residencial na cidade de Dnipro, no leste do país. As equipes de resgate encontraram 45 corpos entre os escombros. Apesar de 20 outras pessoas continuarem desaparecidas, a operação de resgate foi encerrada na terça-feira.

O ataque foi um dos mais violentos no período de um ano desde que a invasão teve início em termos de mortes de civis.