Japão registra número recorde de mortes três anos após anunciar primeiro caso de coronavírus

Três anos após o Japão ter anunciado seu primeiro caso confirmado de coronavírus, a situação no país se encontra em um de seus piores momentos. O recorde no número de mortes diárias continua a ser quebrado diversas vezes durante este mês e o vírus segue se espalhando em todo o país junto com a oitava onda, colocando o sistema médico sob uma enorme pressão.

O governo do Japão modificou drasticamente sua política de contenção do vírus no ano passado. As novas diretrizes não pedem mais que as pessoas limitem suas atividades de forma rigorosa. O período de isolamento para pessoas que testarem positivo foi reduzido. O controle sobre fronteiras foi consideravelmente relaxado.

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social agora está considerando rebaixar o status do coronavírus para a mesma categoria que a gripe sazonal. Tal medida permitiria que um número maior de hospitais possa aceitar pacientes, aliviando o ônus sobre sistema médico. No entanto, as pessoas teriam que passar a pagar parte dos custos de testes e internamento em hospitais.

Cerca de 60% dos respondentes de uma pesquisa de opinião realizada recentemente pela NHK apoiam o rebaixamento da doença, enquanto 40% afirmaram serem contra. Alguns dos que se opõem declaram estarem preocupados com o atual aumento no número de mortes, como também com a rápida disseminação de infecções na China.

O principal conselheiro do governo para o coronavírus, Omi Shigeru, afirma que a prioridade máxima deve ser oferecer os cuidados médicos necessários e, ao mesmo tempo, manter as atividades econômicas e sociais. Ele disse que "as medidas para balancear as duas metas precisam contar com a compreensão e suporte da população".