Farmacêutica japonesa pede aprovação de novo medicamento contra Alzheimer

A empresa farmacêutica japonesa Eisai afirmou, na segunda-feira (16), que deu entrada junto ao Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão para obter aprovação de seu novo medicamento contra Alzheimer.

A Eisai desenvolveu o medicamento ‘lecanemabe’ em parceria com a americana Biogen. A droga é feita para retardar a progressão da doença degenerativa por meio da redução do acúmulo de beta-amiloides no cérebro de pacientes com Alzheimer. Acredita-se que esta proteína atípica induza a morte de células neurais. O medicamento utiliza um anticorpo que se liga à proteína e a remove.

Em testes clínicos realizados ao longo de 18 meses, a firma informou que a droga reduziu a taxa de declínio cognitivo em pacientes da doença em 27% em comparação com placebo.

A droga supostamente aumentaria os riscos de inchaço cerebral e hemorragia. No entanto, a farmacêutica reportou que não houve diferença na taxa de mortes ao longo dos testes clínicos entre pacientes que receberam o lecanemabe e o grupo que recebeu placebo.

A agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA, FDA, concedeu um aval acelerado do lecanemabe como droga contra o Alzheimer em 6 de janeiro. A Eisai agora espera receber a autorização para o medicamento no Japão até o final deste ano.