Há três anos o Japão registrava seu primeiro caso de infecção pelo coronavírus

Domingo fez três anos desde que o Japão detectou o seu primeiro caso de infecção pelo coronavírus. O vírus ainda assola a nação e impõe o desafio de estabelecer um equilíbrio entre esforços de contenção de contágio e a continuidade das atividades sociais e econômicas.

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social informa que o balanço acumulado no Japão é de cerca de 31 milhões de casos e em torno de 62 mil mortes relacionadas à Covid-19.

O número de casos teve alta repentina no ano passado em consequência do elevado índice de contágio da variante ômicron, com o registro de mais de 27 milhões de casos e de aproximadamente 39 mil mortes. Foram números respectivamente cerca de 18 vezes e 2,6 vezes maiores do que os registrados 12 meses antes.

Contudo, desde a sétima onda de infecções, em meados do ano passado, o governo japonês não declarou Estado de Emergência nem pediu à população que limitasse suas atividades. Em vez disso, encurtou o período de isolamento das pessoas que apresentam resultado positivo em exames do coronavírus e afrouxou controles fronteiriços em aeroportos para contenção do contágio.

A mudança de atitude foi decidida em meio ao avanço na vacinação, assim como diante da queda no índice de mortalidade e no risco de sintomas graves. O ministério discute agora a possibilidade de rebaixar para o mesmo nível da gripe sazonal influenza a categoria legal das infecções pelo coronavírus. Atualmente pessoas que contraem a Covid-19 só podem ser hospitalizadas em estabelecimentos autorizados, mas hospitais em geral passarão a poder interná-las quando a mudança de categoria entrar em vigor.

Ainda não se antevê, porém, um fim para a pandemia porque as infecções vêm se propagando na atual oitava onda com maior rapidez do que o ocorrido na sétima onda. Os números de mortes e de infecções também têm sido recorde nos últimos dias.