China afirma que Covid-19 matou quase 60 mil desde meados de dezembro

O governo chinês afirma que quase 60 mil pessoas morreram de Covid-19 no país desde medidas preventivas terem sido flexibilizadas.

Autoridades de saúde do país disseram a repórteres no sábado que 59.938 pacientes haviam morrido da doença em instalações médicas entre 8 de dezembro e 12 de janeiro. Até então, o governo havia anunciado apenas 38 mortes no mesmo período.

O vírus se alastrou rapidamente após o país ter praticamente encerrado sua política de Covid Zero e suspendido restrições no dia 7 de dezembro.

Desde então, o governo não considerava pessoas infectadas que morreram no período, mas que tinham outras doenças crônicas, como vítimas fatais da Covid-19.

Mas, no anúncio de sábado, as autoridades passaram a contabilizar estas mortes como resultado do coronavírus.

Segundo os oficiais de saúde, 5.503 pessoas teriam morrido de falha respiratória no período de cinco semanas desde o fim da política de Covid Zero. Além disso, 54.435 pacientes morreram de outras complicações. Aproximadamente 90% tinham 65 anos de idade ou mais.

Ainda segundo as autoridades, até a quinta-feira, cerca de 100 mil pessoas estavam em estado grave e 75,3% dos leitos hospitalares do país estavam ocupados.

A Organização Mundial da Saúde havia criticado o anúncio anterior do governo chinês, dizendo que ele não refletia a situação real.