Tóquio e Washington pretendem dar início a discussões sobre capacidade de contra-ataque do Japão

O Japão e os Estados Unidos vão dar início a reuniões para discutir uma operação eficaz da capacidade japonesa de contra-ataque, de acordo com sua nova política de defesa.

O ministro da Defesa do Japão, Hamada Yasukazu, e o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, encontraram-se na quinta-feira no Pentágono.

Austin disse que 2023 é “um ponto de inflexão para as estratégias nacionais de segurança e defesa de nossos países se alinharem da maneira mais próxima de todos os tempos”.

Ele disse que apoia veementemente as políticas nacionais de segurança atualizadas do Japão, incluindo as decisões de aumentar os gastos com defesa para adquirir capacitação de contra-ataque. Ele acrescentou que gostaria de reafirmar o compromisso inabalável de seu país de defender o Japão.

Hamada, por sua vez, disse que a operação eficaz de capacidade de contra-ataques vai fortalecer drasticamente a defesa do Japão. Ele disse que quer dar início a discussões intensivas sobre o papel, as missões e a capacidade relacionados à aliança entre os Estados Unidos e o Japão.

Hamada e Austin concordaram em fortalecer ainda mais a dissuasão ampliada, que protege o Japão através da dissuasão de forças nucleares e convencionais.

Eles também confirmaram um plano de reorganizar parcialmente as tropas dos Estados Unidos estacionadas no Japão. Na quarta-feira, chanceleres e chefes da Defesa dos dois países anunciaram que os Estados Unidos vão enviar um regimento litoral da Marinha para a província de Okinawa, no sul do Japão. A unidade tem como objetivo responder a ameaças militares às remotas ilhas japonesas.

Depois da reunião, Hamada e Austin assinaram um acordo para agilizar pesquisas conjuntas sobre tecnologia de combate a armas hipersônicas, que são consideradas difíceis de interceptar, bem como tecnologia de neutralização de ataques de drones.