Acusados por fraude no caso Moritomo Gakuen são enviados a prisão

O administrador de uma escola particular estabelecida na parte oeste do Japão e sua esposa vão passar um tempo na prisão por fraudar o governo japonês em 170 milhões de ienes em subsídios, agora que o apelo feito à Suprema Corte foi rejeitado.

Kagoike Yasunori, que administra a entidade Moritomo Gakuen em Osaka, e sua esposa Junko foram julgados sob a acusação de burlar o governo nacional, bem como os governos provincial e municipal, em um total de 1,3 milhão de dólares em subsídios.

O dinheiro foi destinado para cobrir os custos de construção de uma escola de ensino fundamental e de operação de um jardim de infância.

Durante o julgamento, Kagoike se declarou inocente em relação à maioria das acusações feitas contra ele.

A Corte Superior de Osaka manteve uma decisão do tribunal inferior de condenar Kagoike a cinco anos de prisão por fraude. A corte superior determinou que ele iniciou o processo de defraudar o governo dizendo a um escritório de arquitetura para requerer mais subsídios do que aqueles aos quais era qualificado para cobrir os custos.

Sua esposa Junko havia recebido uma sentença com pena suspensa pela Corte Distrital de Osaka, contudo a corte superior invalidou essa decisão e condenou-a a dois anos e meio de prisão. O tribunal disse que ela devia estar bastante consciente da fraude envolvendo subsídios uma vez que era sócia de fato na operação da instituição Moritomo Gakuen de seu marido.

O caso atraiu muito interesse público quando veio à tona, em 2017, o relato de que Kagoike havia comprado um terreno de propriedade do país por um preço bem abaixo do valor do mercado para construir a escola de ensino fundamental.