Autoridades brasileiras restauram ordem na capital

Autoridades no Brasil restauraram a ordem na segunda-feira após a sede do governo ter sido atacada. Ao longo do final de semana, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram prédios do governo na capital Brasília.

No domingo, cerca de 4.000 pessoas invadiram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio da Alvorada. As autoridades prenderam cerca de 1.500 pessoas. Apoiadores de Bolsonaro dizem que a eleição presidencial de outubro seria a "maior fraude em sua história eleitoral" e se recusam a aceitar o resultado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva culpou Bolsonaro por inflamar seus apoiadores. Lula declarou: "Vamos descobrir os financiadores e todos eles pagarão com a força da Lei por esse gesto de irresponsabilidade, esse gesto antidemocrático e esse gesto de vândalos e fascistas."

Bolsonaro deixou o Brasil com destino à Flórida em vésperas do Ano Novo, dias antes de terminar o seu mandato. Ele rejeitou as acusações feitas contra ele e disse que o ataque ultrapassou os limites de um protesto pacífico e democrático.

Algumas pessoas se referem a Bolsonaro como o "Donald Trump da América Latina". O presidente americano Joe Biden também presenciou em seu governo a invasão do Capitólio, prédio do Congresso americano, por apoiadores de Trump dois anos atrás. Biden, junto com os líderes do Canadá e do México, criticou o ataque em Brasília. Eles afirmaram que irão apoiar o Brasil para que o país "proteja suas instituições democráticas".