Rússia diz que ataques mortais em quarteis ucranianos mataram 600

O ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças realizaram um ataque mortal no leste da Ucrânia que matou mais de 600 soldados ucranianos. Porém, a Ucrânia negou a reivindicação.

As forças russas continuaram seus ataques apesar da declaração do presidente Vladimir Putin de um cessar-fogo de 36 horas que terminou à meia-noite do domingo, horário de Moscou.

Pavlo Kyrylenko, governador da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, afirmou que escolas e edifícios de apartamento em Kramatorsk tinham sido danificadas por ataques de mísseis russos antes que terminasse a trégua declarada unilateralmente.

O ministério da Defesa russo afirmou no domingo que as suas tropas na linha de frente observaram o cessar-fogo e somente responderam aos repetidos ataques de artilharia da Ucrânia.

O ministério também reivindicou que as forças russas haviam atacado, após o cessar-fogo, um quartel em Kramatorsk onde estavam soldados ucranianos, matando mais de 600.

O ministério chamou a investida de retaliação a um ataque mortal pela Ucrânia uma semana atrás sobre um quartel russo em Makiivka, em uma parte da região de Donetsk controlada por forças russas. Segundo relatos, dezenas de soldados russos foram mortos.

Um funcionário ucraniano afirmou a uma mídia local que a reivindicação russa é parte de um esforço para manipular informações. O funcionário afirmou que as tropas russas não tiveram oportunidade de realizar um ataque tão mortal.

A agência de notícias Reuters divulgou imagens mostrando edifícios que a Rússia reivindicava terem sido atacados. A agência afirma que não havia sinais de corpos ou restos de sangue.