Confederação de sobreviventes de bomba atômica no Japão planejam reestruturação

O grupo de sobreviventes das bombas atômicas no Japão, conhecidos como hibakusha, irá começar a deliberar sobre uma reestruturação da organização este ano. O grupo enfrenta dificuldades em continuar com sua campanha de abolição de armas nucleares conforme o número de sobreviventes diminui devido à sua avançada idade.

A Confederação Japonesa de Organizações de Vítimas das Bombas Atômica e de Hidrogênio (também conhecida como Nihon Hidankyo) pretende finalizar a proposta de reestruturação até 2024. Membros do grupo desempenharam um papel imprescindível na campanha global para a eliminação de armas nucleares. Mais recentemente, no entanto, o grupo precisou diminuir suas atividades devido ao envelhecimento de seus membros.

A organização vinha sendo operada quase que completamente pelos sobreviventes, mas planeja agora convidar mais pessoas a participar. O secretário-geral do grupo, Kido Sueichi, disse que a questão das armas nucleares não é um problema apenas para os hibakusha, mas para todo o mundo. Ele disse que a confederação precisa ser reorganizada para que mais jovens possam participar.

De acordo com o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão, a idade média dos sobreviventes das bombas atômicas é de 84,53 anos. O número de sobreviventes no Japão era de 118.935 pessoas no final de março de 2022, a primeira vez em que o número ficou abaixo dos 120 mil.

Os hibakusha e seus apoiadores afirmam que, conforme os sobreviventes envelhecem, é imprescindível criar formas de passar à frente seus testemunhos para poder dividir com o mundo as consequências catastróficas das armas nucleares.