Japão confirma mais de 18.000 casos de infecções por coronavírus na quinta-feira

O governo japonês está revisando as regras para lidar com a rápida disseminação da variante ômicron do coronavírus. Mais de 18.000 infecções foram confirmadas na quinta-feira.

A contagem diária é mais de quatro vezes superior ao de uma semana atrás. Um total de 125 pessoas em todo o Japão se encontra em estado grave, indicando um aumento de 25 em comparação ao número de quarta-feira.

Tóquio confirmou mais de 3.000 novos casos, registrando um aumento de cerca de 1.000 por dois dias consecutivos.

Especialistas do setor de saúde que monitoram a situação dizem que o número diário de casos na capital deverá exceder 10.000 até o final de janeiro.

Ohmagari Norio, diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, disse o seguinte: "Uma rápida disseminação das infecções aumentará o risco de contrair o vírus ou entrar em contato próximo com uma pessoa infectada para todos os residentes de Tóquio, incluindo profissionais da área médica e trabalhadores essenciais. Isso poderá nos forçar a suspender as atividades sociais".

A governadora de Tóquio Koike Yuriko planeja pedir ao governo central a dar autoridade à capital para tomar medidas mais rígidas contra o vírus caso seu sistema médico se tornar sobrecarregado. Ela disse: "Vamos levar em consideração solicitar que o governo aplique medidas intensivas contra a infecção caso 20% dos leitos hospitalares fiquem ocupados. Se a taxa subir para 50%, pensamos pedir ao governo que emita uma declaração de estado de emergência".

Os especialistas estão pedindo que o governo altere as regras de modo que as pessoas que estiveram em contato próximo com uma pessoa infectada possam retomar suas atividades mais cedo. Atualmente, elas são solicitadas a permanecerem isoladas por 14 dias. Segundo os especialistas, o período poderá ser encurtado para 10 dias, ou para um tempo ainda mais curto em casos urgentes como, por exemplo, aos trabalhadores do setor médico.

Um medicamento oral para tratamento da Covid-19 desenvolvido pela empresa farmacêutica americana Merck foi aprovado no Japão no mês passado. O remédio está disponível em clínicas e farmácias de todo o país e é administrado a pacientes com sintomas leves, isolados em casa, com base em prescrição médica.

O governo está acelerando o início da vacinação de doses de reforço, encurtando o intervalo necessário entre a segunda e a terceira doses. As autoridades do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social também estão se preparando para aprovar o uso da vacina Pfizer às crianças com idade entre 5 e 11 anos.