Governo do Cazaquistão diz que 5.800 pessoas foram detidas em distúrbios

O governo do Cazaquistão informa que a polícia deteve 5.800 pessoas, incluindo estrangeiros, em meio aos atuais distúrbios no país.

Manifestações de protesto contra um aumento nos preços de combustíveis iniciadas no dia 2 se ampliaram para Almaty, a maior cidade do país da Ásia Central, e outras localidades.

Autoridades cazaques lançaram o que chamam de operação antiterrorismo contra as manifestações.

Sem dar detalhes, a Presidência da República declarou que, entre os detidos, está um número considerável de estrangeiros.

Também informou que tropas da Organização do Tratado de Segurança Coletiva — aliança de antigos estados soviéticos liderada pela Rússia — assumiram o controle de importantes instalações de várias partes do Cazaquistão.

O vice-ministro da Defesa falou em entrevista coletiva ao lado de um militar russo que comanda as tropas. Afirmou que a ‘operação antiterrorismo’ terá sequência até a eliminação completa dos ‘terroristas’.

Na sexta-feira, o presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, disse ter autorizado o emprego de armas sem advertência. Alegou ser impossível negociar com o que chamou de assassinos.

Para fazer cessar os protestos, o presidente parece determinado a contar com o apoio da Organização do Tratado de Segurança Coletiva.

Segundo informações não confirmadas que foram atribuídas por órgãos de mídia locais ao Ministério da Saúde do Cazaquistão, 164 pessoas morreram em choques ocorridos em várias partes do país.