Tepco enfrenta desafios para descartar água utilizada em Fukushima 1

A Companhia de Energia Elétrica de Tóquio (Tepco) enfrenta o desafio de conquistar a compreensão das pessoas, tanto dentro quanto fora do Japão, com relação ao descarte nos oceanos da água tratada utilizada no resfriamento da danificada usina nuclear Fukushima 1.

Tanques gigantes na usina contendo a água radioativa tratada devem atingir sua capacidade máxima já a partir do segundo semestre deste ano.

A usina produz cerca de 140 toneladas de água contaminada por dia, conforme a água continua sendo utilizada para resfriar os combustíveis nucleares derretidos, os quais entraram em fusão devido ao terremoto seguido de tsunami em março de 2011.

A Tepco realiza o tratamento da água e filtra a maior parte das substâncias radioativas. Ainda assim, o produto final tratado ainda contém trítio e outras substâncias radioativas.

A política adotada pelo governo é de que a água será diluída para um nível bem abaixo do máximo estabelecido nos padrões nacionais, só então sendo despejada no oceano.

A Tepco planeja seguir a política e descartar a água tratada a partir do segundo trimestre de 2023, em um local a cerca de um quilômetro de distância da costa. A Autoridade Reguladora Nuclear Japonesa está analisando o plano.

Caso seja aprovado, a Tepco planeja trabalhar para conquistar a compreensão da comunidade local e de outras partes interessadas, como também começar a construir as infraestruturas necessárias a partir do meio do ano.

Entre as estruturas a serem construídas estarão uma estação para diluir a água tratada em água do mar e um túnel abaixo do leito do mar. A Tepco informou que, em seu planejamento, a construção deve ser concluída em torno da metade de abril de 2023.

No entanto, a indústria pesqueira e outros negócios locais continuam preocupados com relação aos danos à reputação dos produtos regionais, enquanto a Coreia do Sul e a China querem que o plano seja descartado.