Há questões pendentes mesmo passados 50 anos da devolução de Okinawa

Este ano, em 15 de maio, fará 50 anos desde que a província de Okinawa, na região sudoeste do Japão, foi devolvida ao país ao fim da ocupação militar americana.

O governo japonês ainda está por encontrar meios efetivos para reduzir o fardo que recai sobre Okinawa pela concentração de bases militares dos Estados Unidos e para promover o desenvolvimento da província.

Autoridades do governo nacional estudam a possibilidade de marcar a ocasião com a realização de uma cerimônia em colaboração com o governo provincial.

Está para expirar em março a vigência da Lei sobre Medidas Especiais para a Promoção e o Desenvolvimento de Okinawa. O governo do Japão planeja apresentar ao Parlamento um projeto de lei que prorrogaria a sua vigência por dez anos.

O projeto inclui disposição que, pela primeira vez, prevê uma revisão da lei a cada cinco anos para tornar mais eficazes as suas medidas.

A matéria deverá ser entregue ao Parlamento no período legislativo ordinário a se iniciar este mês.

Persistem as divergências entre os governos nacional e provincial a respeito da planejada transferência, em Okinawa, da base aérea de Futenma, do Corpo de Fuzileiros Navais americano, do seu local atual, na cidade de Ginowan, para o distrito de Henoko, da cidade de Nago, que é menos povoado. O governo provincial rejeitou propostas de alteração de projeto feitas pelo governo nacional e o Ministério da Defesa reagiu com uma ação judicial.

Este mês haverá eleição para prefeito da cidade de Nago e, no segundo semestre, haverá eleição para governador da província de Okinawa.