Coreia do Norte não faz referências à questão nuclear ao celebrar dez anos de Kim no poder

A Coreia do Norte assinalou a passagem de dez anos desde que Kim Jong Un assumiu o cargo de comandante supremo das forças armadas.

Kim foi empossado oficialmente no cargo em 30 de dezembro de 2011, seguindo-se à morte do pai, Kim Jong Il.

O jornal Rodong Sinmun — porta-voz do Partido dos Trabalhadores, que governa o país — elogiou o líder supremo em editorial na sua edição de quinta-feira. Afirmou: “Kim deu fim à ameaça representada por provocações temerárias feitas por forças hostis.”

O jornal descreveu as forças armadas do país como pilar da defesa nacional e classificou de prioritário o seu fortalecimento.

No entanto, o editorial não se referiu ao desenvolvimento nuclear e de mísseis pela Coreia do Norte ou o relacionamento com Washington, que Pyongyang chama de principal inimigo.

A economia norte-coreana tem sido afetada por prolongadas sanções econômicas e pela pandemia do coronavírus, que levou o país a fechar as fronteiras.

A agência de notícias Yonhap, da Coreia do Sul, destacou a possibilidade de que a Coreia do Norte esteja mais concentrada em várias questões internas, como o desenvolvimento econômico e a unidade nacional.