Autoridades de Hong Kong acusam executivos de jornal pró-democracia de incitarem ódio contra governo

Autoridades de Hong Kong indiciaram, na quinta-feira, dois executivos do jornal digital pró-democracia Stand News, sob acusação de conspiração ao publicar materiais sediciosos.

As autoridades acusaram os dois, sendo um deles o ex-editor-chefe do jornal, de terem incitado ódio contra o governo de Hong Kong e o sistema judiciário por meio de artigos incitativos publicados entre julho de 2020 e dezembro deste ano.

Os dois estão entre os sete executivos anteriores e atuais do Stand News presos pela polícia de Hong Kong na quarta-feira. Eles incluem também Denise Ho, uma cantora pop e ativista pró-democracia que era membro do conselho. Segundo a mídia local, Ho e duas outras pessoas foram libertadas sob pagamento de fiança.

Todos os artigos de notícias desapareceram do site do Stand News na tarde da noite de quarta-feira. Atualmente, o site mostra um comunicado dizendo que tinha se dedicado para proteger valores essenciais de Hong Kong, como democracia e liberdade. Também manifesta gratidão a leitores.

A Associação de Jornalistas de Hong Kong criticou as autoridades em uma declaração, citando que tinha sofrido um enorme golpe na liberdade de expressão estipulada na Lei Básica de Hong Kong.

Rebatendo a crítica, a chefe do Executivo da ilha, Carrie Lam, disse a repórteres na quinta-feira que direitos humanos e liberdade não estavam sendo restritos. Ela negou também que as autoridades estivessem tentando eliminar organizações de mídia que criticam o governo de Hong Kong.