Kim Jong Un celebra dez anos no poder na Coreia do Norte

Esta quinta-feira marca a passagem de dez anos desde que Kim Jong Un se tornou o comandante supremo das forças armadas da Coreia do Norte, após a morte do seu pai, Kim Jong Il.

Em meio a negociações estagnadas sobre desnuclearização com os Estados Unidos, Kim tem deixado claro que dará sequência ao desenvolvimento nuclear e de mísseis.

Segundo o Ministério da Defesa do Japão, nos últimos dez anos a Coreia do Norte fez ou pode ter feito testes com mais de 90 mísseis balísticos, incluindo os do tipo intercontinental. Esta quantidade contrasta com o total de 16 mísseis que se acredita tenham sido lançados nos 17 anos em que o pai do atual líder supremo esteve no poder.

Pyongyang já realizou até agora quatro testes nucleares e, em 2017, declarou ter tido êxito ao testar uma bomba de hidrogênio lançável no bojo de um míssil balístico intercontinental.

A Coreia do Norte vem negociando um alívio em sanções que lhe foram impostas e a suspensão dos exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, mas as tratativas têm tido pouco avanço. Ao discursar em outubro, Kim Jong Un manifestou ceticismo em relação a Washington e se mostrou disposto a prosseguir no desenvolvimento nuclear e de mísseis com o objetivo de aumentar o poder de dissuasão militar norte-coreano.

Os dez anos de Kim no poder acontecem no curso de uma reunião plenária do comitê central do Partido dos Trabalhadores da Coreia que teve início na segunda-feira, com a presença do líder supremo. As atenções se voltam para a possibilidade de que, no encontro, Kim faça alguma referência ao desenvolvimento nuclear e de mísseis.