NHK Responde: O que se sabe até o momento sobre a variante ômicron? (2)

A NHK responde a perguntas dos ouvintes sobre o novo coronavírus. Nesta série, abordamos o que se sabe até o momento a respeito da ômicron, a mais recente variante do coronavírus e motivo de preocupação. Desta vez, vamos falar a respeito da gravidade da ômicron.

Existem opiniões segundo as quais, caso pessoas sejam infectadas pela variante ômicron, seus sintomas podem ser menos graves do que os das variantes anteriores. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que devemos nos manter cautelosos quanto à gravidade da ômicron.

Segundo relatos na Europa, Estados Unidos e Coreia do Sul, a maior parte dos pacientes infectados pela variante apresenta nenhum sintoma ou apenas sintomas leves. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) dizem: “Dados iniciais sugerem que uma infecção pela ômicron pode ser menos grave do que uma infecção pelas variantes anteriores. Contudo, dados confiáveis sobre a gravidade clínica continuam limitados. Mesmo que a proporção de infecções associadas a resultados graves seja inferior à das variantes anteriores, dado o provável aumento no número de infecções, os números absolutos de pessoas com resultados graves podem ser substanciais.”

Além disso, existe uma defasagem entre o tempo em que o número de infecções aumenta e quando o número de casos graves e mortes cresce. A OMS declarou em seu relatório semanal, datado de 21 de dezembro, que existem ainda somente dados limitados sobre a gravidade clínica da variante ômicron. A entidade disse: “Hospitalizações no Reino Unido e na África do Sul continuam a subir e, devido ao rápido aumento no número de casos, é possível que os sistemas médico-hospitalares sejam afetados.”

Estas informações são do dia 28 de dezembro. Elas estão disponíveis no site do serviço em português da NHK WORLD-JAPAN na internet e na página oficial da NHK no Facebook.