Número de mortes ultrapassa 600 desde o início do golpe militar em Mianmar

Um grupo de direitos humanos de Mianmar afirma que mais de 600 pessoas foram mortas em meio à repressão militar que vem ocorrendo desde o golpe dado em primeiro de fevereiro no país. Militares prenderam celebridades, acusando-as de incentivar a realização de protestos.

Na quinta-feira, manifestantes continuaram a tomar as ruas em diversas localidades, inclusive em Yangon, maior cidade de Mianmar, e em Dawei, no sul do país.

O grupo de direitos humanos Associação para Assistência para Presos Políticos afirma que, somente na quarta-feira, mais de 20 pessoas foram mortas e que o total acumulado de óbitos no país, até quinta-feira, chegou a 614.

Os militares anunciaram pela TV estatal, na quinta-feira, que haviam prendido Paing Takhon, um modelo bastante popular que possui fãs em Mianmar e na Tailândia. Paing Takhon se posicionou contra o golpe e postou fotos nas redes sociais participando de protestos. A imprensa de Mianmar citou os familiares do modelo, afirmando que soldados e a polícia levaram Takhon de sua própria casa por volta das 5h da manhã de quinta-feira, horário local.

Ainda na quinta-feira, o Departamento do Tesouro americano anunciou sanções contra uma empresa estatal de pedras preciosas de Mianmar, com o fim de cortar fontes de recursos dos militares. As medidas congelam os ativos da empresa nos Estados Unidos e proíbem americanos de fazer negócios com a firma.