Forças Armadas de Mianmar matam pelo menos 13 manifestantes em protestos na quarta-feira

As Forças Armadas de Mianmar continuam a reprimir manifestantes contrários ao golpe militar no país, tendo matado mais de uma dúzia de pessoas na quarta-feira.

Manifestantes têm saído às ruas em todo o país para protestar contra o golpe militar de 1º de fevereiro. Na quarta-feira, em Yangun, a maior cidade de Mianmar, houve protestos a favor do boicote de produtos chineses. Os militares de Mianmar consideram a China como um parceiro estratégico.

Segundo a imprensa local, os militares usaram metralhadoras e granadas contra manifestantes em Kale, uma cidade localizada no noroeste de Mianmar. A imprensa disse que pelo menos 13 pessoas foram mortas em todo o país somente na quarta-feira, com o total de mortes devendo aumentar.

Um grupo de direitos humanos local declarou que 598 civis foram mortos desde o golpe.

Os militares também anunciaram por meio da rede de TV estatal, na quarta-feira, que incluiu celebridades, incluindo atores e cantores, em sua lista de procurados por supostamente incitar pessoas a se unir ao movimento de desobediência civil.