Pesquisadores japoneses dizem que variante britânica do coronavírus é 1,32 vezes mais transmissível

Pesquisadores japoneses descobriram que a variante britânica do coronavírus encontrada no Japão é, em média, 1,32 vezes mais transmissível do que o vírus original.

Pesquisadores do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas analisaram a transmissibilidade da variante do coronavírus confirmada pela primeira vez no Reino Unido em casos reportados no Japão no período de 50 dias que se encerrou em 22 de março. Eles descobriram que a variante é, de fato, mais contagiosa do que o vírus pré-existente.

No momento, esta variante tem sido encontrada principalmente na região de Kansai, no oeste do país. Contudo, cientistas afirmam que casos estão aumentando aos poucos em Tóquio.

Os pesquisadores apontaram para a possibilidade de que as atuais medidas anti-infecção por si sós possam não ser suficientes para repelir a variante do vírus.

O chefe do instituto, Wakita Takaji, diz ser capaz de concluir que no período de 50 dias em questão, a variante britânica teve maior probabilidade de propagação do que o vírus original. Wakita defendeu a necessidade da adoção rápida de medidas, já que existem previsões de que a variante, que tem sido encontrada sobretudo na região de Kansai, pode causar uma propagação explosiva na região metropolitana de Tóquio.