Três províncias japonesas tornam mais severas medidas contra o coronavírus

Osaka e duas outras províncias estão tornando mais severas as medidas contra o coronavírus para frear o aumento drástico de novos casos. Os procedimentos se concentram em uma área e período de tempo limitados na esperança de conter a situação de forma a evitar uma outra imposição de estado de emergência.

Osaka está registrando, agora, mais infecções diárias do que em qualquer outra localidade no país. As autoridades confirmaram 341 casos na segunda-feira, o terceiro maior número para esse dia da semana.

Bares e restaurantes estão sendo requeridos a fechar às 20h00, parar de usar aparelhos de karaokê e recusar clientes que não tomam as devidas precauções.

Os funcionários da cidade de Osaka começaram a patrulhar áreas de entretenimentos para garantir que tais regulamentos estão sendo cumpridos. O governador da província de Osaka, Yoshimura Hirofumi, disse o seguinte: “Existem cerca de 40.000 estabelecimentos que servem comidas e bebidas na cidade de Osaka. Sua missão é essencial para deter a infecção”.

Yoshimura disse que deseja emitir um tipo de certificado como, por exemplo, uma indicação na entrada, para estabelecimentos que tomam medidas completas contra o vírus.

A vacinação de pessoas com 65 anos ou mais de idade deverá ter início dentro de uma semana em todo o país. Algumas municipalidades começaram a aceitar reservas na segunda-feira. O governo japonês diz que poderá distribuir lotes da vacina Pfizer-BioNTech até o final de junho suficientes para aplicar duas doses em uma população estimada de 36 milhões de cidadãos idosos.

Mais de 1.500 novos casos foram reportados na segunda-feira em todo o Japão, sendo 249 em Tóquio.

O chefe do painel de especialistas do governo está preocupado com a situação atual. Omi Shigeru, chefe do painel de consultoria do governo disse: “Mais e mais pessoas estão saindo tanto durante o dia como de noite. Nós veremos o efeito desse fato em uma ou duas semanas. Dada a situação, estou com receio de que algo similar ao que está acontecendo em Osaka possa ocorrer em Tóquio”.