Ecossistemas se recuperam em zonas de entremarés atingidas pelo tsunami

Um grupo de pesquisa da Universidade de Tohoku constatou que os ecossistemas das zonas de entremarés da região de Tohoku , no nordeste do Japão, recuperaram-se bastante desde o devastador tsunami de 2011.

O grupo liderado pelo professor Urabe Jotaro pesquisou as vidas aquáticas em 11 zonas de entremarés ao largo das províncias de Fukushima, Miyagi e Iwate, com a ajuda da população local.

O número médio de espécies caiu em aproximadamente 20 por cento, para 32,3 após o tsunami. O número cresceu para 58,8 em 2013, então caiu novamente para então crescer gradualmente, alcançando a marca de 56,5 em 2019.

Os números são cerca de 40 por cento mais altos do que antes do tsunami, e foram constatados aumentos em todas as 11 localidades.

Nas zonas de entremarés de Hitsugaura, ao largo da cidade de Rifu, na província de Miyagi, o número de espécies caiu em aproximadamente 20 por cento após o tsunami, mas teve grande crescimento.

O número atingiu 44 em 2019, depois que foram encontrados caramujos raros, típicos dos estuários e encostas. Esses caramujos são designados pelo Ministério do Meio Ambiente como espécies com perigo de extinção.

Urabe afirma que o tsunami pode ter reinicializado os ecossistemas ao longo das zonas de entremarés, facilitando a sobrevivência de muitas espécies. Por outro lado, o aquecimento global pode ter possibilitado que novas espécies migrem e se estabeleçam na área.