Forças Armadas de Mianmar propõem cessar-fogo de um mês a milícias

As Forças Armadas de Mianmar estão propondo a realização de um cessar-fogo de um mês nos combates contra grupos armados de indivíduos de minorias étnicas que apoiam manifestantes contrários ao golpe militar. Não indicaram, porém, intenção alguma de dar fim à repressão aos manifestantes.

Mais de 500 pessoas foram mortas na violenta campanha militar de repressão aos manifestantes. Contudo, protestos têm tido continuidade em várias partes do país. Na quarta-feira, em Yangon, a maior metrópole de Mianmar, e em outras cidades, manifestantes que se desmembraram em pequenos grupos expressaram determinação de desafiar os militares.

As Forças Armadas realizaram ataques aéreos a grupos armados de indivíduos de minorias étnicas que haviam feito ofensivas contra posições militares em apoio aos manifestantes. Tropas de infantaria também foram mobilizadas pelas Forças Armadas como reforço.

Na noite de quarta-feira, as Forças Armadas anunciaram que vão suspender as operações por um mês a partir desta quinta-feira se não houver nova ofensiva dos militantes, aos quais pediram que aceitem negociar o cessar-fogo. No entanto, o comunicado não menciona nenhuma intenção de dar fim à violência contra os manifestantes.

Há cerca de 20 milícias formadas por indivíduos de minorias étnicas em Mianmar. Pelo menos cinco das milícias atacaram posições militares ou expressaram intenção de atacá-las. Argumentaram que o objetivo é proteger civis.