Equipe investigativa da OMS declara “extremamente improvável” que o coronavírus tenha sido vazado de laboratório chinês

Uma equipe de especialistas da Organização Mundial da Saúde informou que, apesar de uma investigação sobre as origens do coronavírus ainda permanecer inconclusiva, é “extremamente improvável” que o vírus tenha sido vazado de um laboratório na China.

A equipe da OMS divulgou na terça-feira um relatório final, que foi escrito em parceria com cientistas chineses. A equipe passou 28 dias em Wuhan, local onde o vírus foi confirmado pela primeira vez, tendo chegado à cidade em meados de janeiro.

De acordo com o relatório, “está entre provável ou extremamente provável” a probabilidade de que o vírus tenha se disseminado para humanos a partir de morcegos através de hospedeiros intermediários, como pangolins e coelhos.

Ao mesmo tempo, o documento declara que um vazamento de um laboratório de vírus em Wuhan é “extremamente improvável” devido ao emprego de controles de segurança apropriados nas instalações. Esta possibilidade havia sido apontada pelo ex-presidente americano Donald Trump.

O líder da equipe, Peter Ben Embarek, declarou que “este é um trabalho em progresso” e estudos adicionais devem ser realizados.

Em uma reunião para informar os estados membros sobre a situação, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, sugeriu que a cooperação por parte da China foi inadequada. Tedros declarou que os membros da equipe expressaram terem enfrentado dificuldades em acessar dados originais na China e que ele espera que estudos colaborativos futuros contem com um compartilhamento de dados mais rápido e completo.

Após ouvirem as informações do diretor-geral, os governos de 14 países – entre os quais Japão, EUA, Reino Unido e Coreia do Sul – expressaram suas “preocupações em comum” com relação às investigações realizadas na China.

Uma declaração conjunta divulgada na terça-feira afirma: “Juntos, nós apoiamos a condução independente e transparente de investigações e avaliações, livres de interferência e influência indevida, sobre as origens da pandemia de Covid-19”.