EUA e ONU condenam ações violentas dos militares de Mianmar

Autoridades de alto escalão da ONU e o presidente americano Joe Biden estão condenando as Forças Armadas de Mianmar depois de mais de 100 civis terem sido mortos no sábado.

Forças de segurança de Mianmar têm aberto fogo dia após dia contra manifestantes civis que protestam contra o golpe militar. Diversas pessoas foram mortas e feridas. De acordo com um grupo de direitos humanos, 114 pessoas foram mortas no sábado, o maior número de mortes em um único dia desde que foi dado o golpe.

A alta comissária para Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, e a conselheira especial para a Prevenção de Genocídio da ONU, Alice Wairimu Nderitu, divulgaram uma declaração conjunta sobre o assunto no domingo.

Na declaração, afirmaram que as “ações vergonhosas, covardes e brutais dos militares e polícia” precisam ser paradas imediatamente. Adicionaram que “a comunidade internacional tem uma responsabilidade de proteger as pessoas de Mianmar de crimes de atrocidade”.

O relator especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos em Mianmar, Tom Andrews, publicou uma mensagem no Twitter dizendo que “o Conselho de Segurança da ONU pode agir contra as atrocidades cometidas pela junta militar em Mianmar”.

Andrew sugeriu que membros do Conselho devem chegar urgentemente a uma resolução sobre Mianmar que inclua sanções econômicas e a suspensão no envio de armamentos.

O presidente Joe Biden disse que as mortes são terríveis, absolutamente ultrajantes e completamente desnecessárias. Ele indicou ainda que o governo dos EUA está considerando sanções adicionais.