Líder de Mianmar justifica golpe militar

O líder militar de Mianmar reforçou sua justificativa em relação ao golpe realizado no mês passado, enquanto civis continuam convocando mais protestos.

O general Min Aung Hlaing discursou em uma cerimônia em Naypyitaw no sábado, no Dia das Forças Armadas, que comemora o início da resistência contra o extinto Exército Imperial japonês em 1945. Ele afirmou que soldados tinham que assumir o poder por causa de "atos ilegais" nas eleições gerais do ano passado. Ele enfatizou a posição de que os militares irão garantir o desenvolvimento socioeconômico no país.

Os militares afirmam que representantes de cerca de 30 nações costumam participar da cerimônia anual. Contudo, somente 8 países, incluindo a China e a Rússia, participaram do evento deste ano. Não houve participação do Japão.

Enquanto isso, os militares vêm intensificando a repressão contra manifestantes. Uma organização local de direitos humanos diz que, até sexta-feira, 328 pessoas foram mortas desde o golpe em 1º de fevereiro.