União Europeia impõe sanções contra China por abusos cometidos na região de Xinjiang

A União Europeia impôs sanções contra autoridades chinesas no que concerne a abusos dos direitos humanos na região de Xinjiang.

Chanceleres da União Europeia aprovaram as sanções em uma reunião realizada na segunda-feira, e as medidas entrarão em vigor imediatamente.

Quatro autoridades, incluindo o diretor do Escritório de Segurança Pública de Xinjiang, estão impedidas de viajar à União Europeia e seus bens no local foram congelados.

Também serão impostas sanções ao Escritório de Segurança Pública do Corpo de Produção e Construção de Xinjiang como uma entidade.

Esta é a primeira vez que o bloco aplica sanções contra a China desde que, como Comunidade Europeia, impôs embargo de armas após o incidente na Praça da Paz Celestial em Pequim, em 1989.

Em dezembro do ano passado, a União Europeia firmou um acordo de investimentos em negócios com a China, contudo, o bloco tem tomado uma posição severa nas questões de direitos humanos em Xinjiang e Hong Kong.

O governo chinês respondeu a esses últimos movimentos da União Europeia anunciando que poderá aplicar sanções a dez pessoas e quatro entidades na Europa. Essas pessoas e entidades visadas pela China serão proibidas de entrar no país.

Os ministros da União Europeia também aprovaram sanções contra o general sênior Min Aung Hlaing, líder das forças armadas de Mianmar, e dez outras pessoas por seu envolvimento no golpe e as consequentes medidas enérgicas tomadas contra os manifestantes.