Embaixador de Mianmar na ONU defende sanções mais duras contra militares de seu país

O embaixador de Mianmar na ONU exortou a comunidade internacional a endurecer suas sanções contra as Forças Armadas de seu país e a não reconhecer o governo atualmente no poder.

Kyaw Moe Tun concedeu entrevista à NHK. Ele tem atuado como embaixador junto à ONU embora tenha sido supostamente demitido pelos militares após denunciá-los na Assembleia-Geral da organização. O embaixador enfrenta um mandado de prisão depois de ter sido acusado de alta traição.

Segundo Kyaw Moe Tun, a comunidade internacional deve agir contra as Forças Armadas de Mianmar de todas as maneiras possíveis. Ele acrescentou que sanções contra os militares devem ser “coordenadas, específicas e mais duras”.

A emissora estatal de TV de Mianmar, por sua vez, mencionou um discurso proferido pelo líder militar, o general sênior Min Aung Hlaing, segundo o qual o país precisa ser protegido de ameaças externas.

Analistas dizem que uma forte repressão sobre manifestantes contrários ao golpe pode ocorrer em meio aos preparativos de uma cerimônia comemorativa militar planejada para o próximo sábado.

No último domingo, manifestantes em Moniya, cidade da região central de Mianmar, e em outros locais enfrentaram repressão. De acordo com a imprensa local, duas pessoas foram mortas.

Um grupo de direitos humanos local divulgou um comunicado dizendo que o total de mortes vinculado à repressão subiu para 247 desde o golpe militar de 1º de fevereiro.