Grupo de parlamentares pede cooperação da comunidade internacional contra Forças Armadas de Mianmar

Em Mianmar, há relatos de que mais de 200 pessoas já foram mortas desde o início do golpe militar. Uma organização não-governamental de direitos humanos no país, Associação de Assistência aos Prisioneiros Políticos, vincula o total de mortes à repressão das Forças Armadas com alvo em civis. Parlamentares que foram destituídos estão em busca de ajuda.

Yangon, a maior cidade do país, tem sido palco de protestos desde o início do golpe no mês passado. A violência sofreu uma escalada ao longo do fim de semana, quando os militares declararam a vigência da lei marcial.

Um grupo de políticos que se autodenomina comitê representativo sob a sigla CRPH tem apoiado a resistência ao golpe, incluindo a grupos armados que retirou de uma lista de organizações terroristas.

O doutor Sasa, enviado especial às Nações Unidas indicado pelo grupo de parlamentares, afirmou que retirar os grupos armados da lista de terroristas “é a coisa certa a se fazer, para informar ao povo de Mianmar que esses grupos são de pessoas que lutam pela liberdade. São defensores do povo das regiões e dos estados. Dessa forma, estamos de portas abertas para que eles participem do movimento. Só temos um único inimigo em comum, que é a ditadura militar”.

Desde que foi escolhido como enviado especial pelo novo grupo, Sasa foi acusado de traição à pátria.

O doutor continua a pedir que países se posicionem ao lado dos que se opõem à repressão dos militares. Sasa afirma: “Precisamos de uma mensagem forte e unificada de Pequim, Seul, Tóquio, Déli, Bruxelas, Londres e Washington. Também são necessárias sanções coordenadas, focadas e mais severas da coalizão internacional contra as Forças Armadas de Mianmar”.