EUA mantêm-se céticos sobre pedido da China para cooperação

Um representante do Departamento de Estado dos EUA expressou ceticismo com relação ao pedido chinês para que os EUA suspendam as medidas contra Pequim em vigor para que as duas nações possam trabalhar em conjunto.

Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, exortou o governo do presidente Joe Biden a cancelar as políticas de linha-dura adotadas pelo seu antecessor, Donald Trump. Wang disse que Washington deveria remover tarifas injustas sobre produtos chineses e suspender as sanções aplicadas unilateralmente sobre empresas e instituições, criando assim a possibilidade de cooperação entre a China e os EUA sobre problemas globais, como mudanças climáticas e a pandemia do coronavírus.

Em entrevista concedida a repórteres na segunda-feira, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, disse que a declaração de Wang reflete “o padrão inalterado da tendência que Pequim tem de evitar se responsabilizar por suas práticas econômicas predatórias, sua falta de transparência, sua falta de cumprimento de acordos internacionais e sua repressão dos direitos humanos universais”.

Price disse ainda que os EUA irão “continuar a defender nossos valores democráticos enquanto os direitos humanos estejam sendo violados em Xinjian, Tibete ou qualquer outro lugar na China, ou enquanto a autonomia esteja sendo atropelada em Hong Kong”.

Ele adicionou que os EUA irão trabalhar em cooperação próxima com seus aliados e parceiros em todo o mundo, incluindo o Japão, a Austrália e a Índia na região Indo-Pacífico, para “lidar com a China estando em uma posição de força”.