Aung San Suu Kyi continuará presa até quarta-feira

Protestos em Mianmar não dão sinais de diminuição, mesmo após duas semanas terem se passado desde que os militares derrubaram o governo de Aung San Suu Kyi e a prenderam. O advogado da conselheira de Estado informou que ela permanecerá em detenção até a quarta-feira, dois dias a mais do que o esperado inicialmente.

Aung San Suu Kyi está sendo mantida sob prisão domiciliar em sua casa, na capital Naypitaw, desde que foi dado o golpe. As Forças Armadas afirmam que ela teria importado rádios de comunicação portáteis ilegalmente e os utilizado sem permissão. Seu advogado afirma que as alegações são infundadas e não justificam a sua detenção.

Ele afirma que Aung San Suu Kyi não estará presente no tribunal para a audiência na quarta-feira, a qual deve ser realizada por conferência de vídeo.

Na segunda-feira, manifestantes tomaram as ruas de Yangon, a maior cidade do país, pelo 10º dia consecutivo e exigiram que Aung San Suu Kyi fosse liberada.

Veículos blindados passaram a ser vistos nas ruas de Yangon a partir de domingo — a primeira vez desde o início dos protestos em que houve relatos de sua mobilização.

Embaixadores dos Estados Unidos, Reino Unido e outros países ocidentais divulgaram uma declaração conjunta no domingo, pedindo às forças de segurança de Mianmar que “evitem usar violência contra os manifestantes e a população civil”.