Advogados de americanos que teriam ajudado Ghosn a fugir do Japão entram com pedido na Suprema Corte dos EUA

Os advogados de dois homens, que teriam ajudado o ex-presidente do conselho de administração da Nissan Motor, Carlos Ghosn, a fugir para o Líbano, pediram à Suprema Corte dos Estados Unidos para manter suspensa sua extradição ao Japão.

Os advogados entraram com um pedido na corte na sexta-feira ou antes para o veterano das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos, Michael Taylor e seu filho, Peter. O processo para a entrega dos dois será suspenso até que a Suprema Corte tome uma decisão sobre a questão.

Autoridades americanas prenderam os dois homens no ano passado a pedido do Japão. Eles teriam ajudado Ghosn a deixar o país durante o período em que estava em liberdade sob fiança, em conexão com um caso de irregularidades financeiras. O governo japonês pediu a extradição dos dois, e o Departamento de Estado americano aprovou a medida em outubro.

Os dois homens vêm afirmando que serão tratados de forma injusta no Japão caso sejam extraditados. Os advogados tinham entrado com pedidos para deixar suspensa a extradição, mas tanto a corte distrital federal quanto a de apelação em Boston rejeitaram as petições.