OMS finaliza investigação sobre origens do coronavírus em Wuhan

Especialistas da Organização Mundial da Saúde estão encerrando a sua visita a Wuhan. Eles foram à cidade chinesa para estudar as origens do coronavírus, o qual já infectou mais de 106 milhões de pessoas até o momento.

A equipe da OMS e as autoridades chinesas participaram de uma coletiva de imprensa na terça-feira.

O líder da equipe, Peter Ben Embarek, disse que as descobertas feitas sugerem que é improvável que o vírus tenha sido liberado a partir de um laboratório local.

Ele declarou ainda que “é claro que ainda é possível continuar a explorar o potencial que os primeiros casos da doença têm... mas muito já foi feito para tentar extrair todas as informações que poderiam ser extraídas destes casos em dezembro de 2019”.

Os especialistas puderam visitar o Instituto de Virologia de Wuhan e entrevistar as autoridades no local. O instituto é conhecido pela pesquisa que realiza com coronavírus em morcegos. O governo de Trump havia alegado que o vírus poderia ter vazado deste laboratório.

A equipe da OMS começou as investigações no dia 29 de janeiro. Os especialistas também visitaram um mercado de peixes no qual diversas pessoas contraíram o vírus durante o surto inicial. O mercado permanece vedado até hoje. Seu acesso foi negado à imprensa internacional depois de ter sido fechado em janeiro do ano passado.

De acordo com a OMS, era necessário receber uma autorização das autoridades chinesas para realizar visitas a certos locais ou fazer entrevistas, e que a equipe passou grande parte do tempo visitando as instalações escolhidas pelo governo da China.

O lado chinês repetiu as alegações feitas anteriormente de que o vírus pode ter emergido em uma outra região.

Liang Wannian, da Comissão Nacional de Saúde da China, disse: “Nós estávamos pesquisando sintomas existentes em diversas cidades, incluindo Wuhan, nos dois meses que precederam o surto de dezembro de 2019. Nós, no entanto, não encontramos quaisquer indícios de que a pneumonia causada pelo coronavírus já estava disseminada dentre a população".