Líder do exército de Mianmar dirige-se pela primeira vez ao povo após golpe

O líder do exército de Mianmar, general sênior Min Aung Hlaing, dirigiu-se pela primeira vez à nação desde o golpe realizado no dia 1º de fevereiro contra o governo de Aung San Suu Kyi, líder de fato do país.

Na segunda-feira, em seu discurso televisionado ao povo, Min Aung Hlaing defendeu a ação dos militares alegando irregularidades nas eleições gerais realizadas no ano passado. O general disse que a comissão eleitoral, o presidente e o parlamento se recusaram a agir apesar dos pedidos de sua parte. Ele disse que não teve escolha a não ser declarar um estado de emergência para o bem de uma democracia genuína com base na constituição.

No entanto, o general não fez menção a Aung San Suu Kyi ou aos extensos protestos que estão sendo feitos contra os militares.

Na segunda-feira, dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas da maior cidade do país, Yangon, pedindo pela libertação de Aung San Suu Kyi e outros líderes detidos.

O exército impôs um toque de recolhida nas áreas de Yangon e Mandalai, uma outra grande cidade, entre as 20h00 e as 4h00. Autoridades militares prometeram que vão agir de forma justa e de acordo com a legislação.