Chanceler de Mianmar nomeado por militares defende o golpe

Wunna Maung Lwin, nomeado chanceler de Mianmar após o golpe ocorrido na segunda-feira, defendeu a tomada de poder pelos militares durante conversações via internet com embaixadores de Japão e outros países.

Uma televisão estatal informou na sexta-feira que ele disse aos emissários que o comitê eleitoral havia ignorado irregularidades praticadas durante a eleição geral de 2020 e havia rejeitado um requerimento por uma investigação. O chanceler teria dito que os militares não tiveram alternativa e precisaram agir em prol da paz e segurança de Mianmar.

Estão eclodindo protestos contra o golpe entre estudantes, profissionais da saúde e funcionários públicos. Diversas pessoas foram detidas pelas autoridades.