Líder de Mianmar pode enfrentar longo período de detenção após golpe militar no país

Uma corte em Mianmar concedeu permissão para a detenção da líder de fato do país, Aung San Suu Kyi, destituída do cargo pelo golpe, e do presidente Win Myint, até 15 de fevereiro.

A Liga Nacional pela Democracia (NLD, na sigla em inglês) divulgou na quarta-feira um documento da polícia, com data de primeiro de fevereiro. Segundo o documento, Aung San Suu Kyi é acusada de ter importado ilegalmente dez itens de equipamentos de comunicação e de tê-los utilizado sem permissão. Win Myint é acusado de ter violado restrições do coronavírus, ao ter cumprimentado ativistas eleitorais em setembro do ano passado.

Segundo alegações, Aung San Suu Kyi e Win Myint se encontram em prisão domiciliar. Procedimentos criminais em andamento parecem indicar a possibilidade de um longo período de denteção para ambos.

Militares de Mianmar realizaram um golpe na segunda-feira, e detiveram Aung San Suu Kyi e outras autoridades da NLD. Há alegações de que muitos parlamentares foram libertados.

Os militares criaram um conselho administrativo de Estado, nomearam 11 ministros, bem como comandantes da Polícia e da Promotoria. Além disso, também escolheram membros da comissão eleitoral.