Militares reforçam controle do poder em Mianmar

Militares birmaneses tomaram o controle de Mianmar após realizar um golpe e deter Aung San Suu Kyi, líder de fato do país, na segunda-feira. Eles anunciaram que estão limpando o governo e demitiram os ministros.

O exército também deteve o presidente Win Myint e outros executivos do partido governista. Declarou um ano de estado de emergência e disse que o comandante em chefe Min Aung Hlaing vai governar o país.

A tomada do poder aconteceu na segunda-feira de manhã, quando a nova sessão do parlamento do país estava programada para ter início. Contudo, os militares anunciaram que iriam adiar a sessão para investigar o que eles chamam de fraude nas eleições gerais realizadas em novembro do ano passado.

Os militares disseram, em uma declaração, que uma eleição livre e justa será realizada e que entregarão o poder ao partido vencedor. Porém, não foi divulgado quando a eleição terá lugar.

O exército também anunciou substituições de vários ministros, incluindo aqueles que estavam a cargo da Defesa e das Finanças do país.

A tomada do poder pelos militares provocou críticas dentro e fora de Mianmar. Em Yangon, estudantes universitários realizaram protestos para mostrar apoio ao governo da Liga Nacional pela Democracia. Uma manifestação similar teve lugar no país vizinho, Tailândia, com a participação de um grande número de cidadãos de Mianmar.

Nos Estados Unidos, o presidente Joe Biden emitiu uma declaração ameaçando reimpor sanções aos líderes militares de Mianmar. Ele disse que o golpe era “um assalto direto à transição do país para a democracia e ao estado de direito”.

Biden também disse que “a comunidade internacional deve levantar a voz em uníssono para pressionar os militares birmaneses a renunciarem imediatamente ao poder que tomaram e libertarem os ativistas e autoridades que detiveram”.