Militares declaram estado de emergência em Mianmar

A líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, e outros membros de alto escalão do partido governista foram, segundo alegações, detidos em uma incursão súbita na manhã de segunda-feira. Militares de Mianmar declararam estado de emergência por meio de anúncio na TV estatal do país e afirmam que tomaram o poder.

Os militares dizem que vão investigar irregularidades e fraudes na eleição geral realizada em novembro do ano passado.

Segundo eles, o vice-presidente Myint Swe – um ex-militar de alta patente – vai servir como presidente interino, e o alto comandante do Exército, Min Aung Hlaing, vai governar o país.

A agência de notícias Reuters citou um porta-voz da governista Liga Nacional pela Democracia (NLD, na sigla em inglês), afirmando que o presidente Win Myint também teria sido detido.

A agência de notícias AFP menciona o mesmo porta-voz, afirmando que Aung San Suu Kyi foi detida na capital Naypyitaw, e que havia entendimento de que ela teria sido levada pelos militares.

A NLD conquistou mais de 80% dos votos em disputa na eleição geral de novembro. A oposição é próxima do ex-governo liderado por militares.

O parlamento de Mianmar estava prestes a se reunir na segunda-feira pela primeira vez desde a eleição. Mas os militares emitiram uma declaração na noite de domingo afirmando que o país não deve seguir os próximos passos caso a situação seja mantida como está.