Ativistas pró-democracia de Hong Kong são presos sob suspeita de subversão

A imprensa de Hong Kong informou que cerca de 50 ativistas pró-democracia foram presos na quarta-feira de manhã sob suspeita de violação da lei de segurança nacional para o território.

Segundo órgãos de imprensa, entre os presos estão Wu Chi Wai, ex-membro do Conselho Legislativo e ex-presidente do Partido Democrático, e Jimmy Sham, membro do conselho distrital que liderou um grupo pró-democracia responsável por organizar manifestações de grande porte.

Pormenores das acusações ainda não foram revelados. Contudo, a imprensa diz que as alegações estão relacionadas às primárias ocorridas em julho do ano passado visando restringir candidatos pró-democracia para a eleição ao Conselho Legislativo.

Conquistar a maioria dos assentos na assembleia legislativa possibilitaria a rejeição ao projeto de lei orçamentário do governo e forçaria a renúncia da chefe do Executivo Carrie Lam.

A China, por sua vez, afirmou que a tentativa poderia ser encarada como um ato de subversão que viola a lei de segurança nacional.

A eleição para o Legislativo deveria ter ocorrido em setembro, mas foi adiada pelas autoridades sob a alegação de riscos impostos pelo coronavírus.

A nova lei de segurança nacional foi instituída por Pequim em junho. Ela pune o que o governo chinês define como secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras.

As prisões desta vez são consideradas como a primeira vez em que a lei foi aplicada para um ato suspeito de subversão.