Acadêmico japonês simula disseminação do coronavírus em Tóquio

Um acadêmico japonês alerta que mesmo que medidas rigorosas anticoronavírus similares àquelas tomadas em abril e maio do ano passado no Japão, levará até o fim de fevereiro para que o número de novas infecções em Tóquio seja reduzido de forma significativa.

O professor Nishiura Hiroshi, da Universidade de Kyoto, apresentou a previsão após ter feito uma simulação da disseminação futura do vírus em Tóquio.

Em seu modelo matemático, o professor usou taxas de replicação viral que indicam o número médio de pessoas que um único portador do coronavírus pode infectar.

Nishiura afirma que a atual taxa de replicação estimada em Tóquio é de 1,1. Segundo ele, sem nenhuma medida preventiva, o número diário de novas infecções aumentará para 3.500 por volta do final de fevereiro, e para 7 mil, até o final de março.

Ele ressalta que é possível reduzir a taxa para 0,99 com medidas tais como a redução do horário de funcionamento de restaurantes. O professor explica que esta taxa significa que o número diário de novos casos permaneceria quase o mesmo que o atual, em cerca de 1.300 por dia até o final de fevereiro.

Nishiura calcula que se a taxa pudesse ser reduzida para 0,72, novos casos diários cairiam para abaixo de 100 até 25 de fevereiro. Ele afirma que uma redução de 35% requer o mesmo nível de medidas antivírus impostas durante o estado de emergência realizado no ano passado.