Realização da Olimpíada e Paraolimpíada de Tóquio enfrenta desafios

Organizadores da adiada Olimpíada e Paraolimpíada de Tóquio, programada para daqui a cerca de sete meses, enfrentam desafios impostos pela crise do coronavírus.

Os Jogos de 2020 em Tóquio foram adiados por um ano em razão da propagação da Covid-19. Com a medida inédita na história dos Jogos, a Olimpíada começará em 23 de julho e a Paraolimpíada, em 24 de agosto.

Os organizadores planejam decidir no segundo trimestre do ano o público máximo a ser admitido nos locais das provas e partidas.

A largada do revezamento da tocha olímpica será em março. Ensaios estão programados para o período entre março e maio, com a observação de medidas antivírus. Até o fim de junho, deverão ser decididos os atletas que competirão em cada esporte.

Contudo, o coronavírus continua a se propagar pelo mundo todo e diversas variantes são identificadas. Não se sabe ao certo se todos os países e territórios participantes estarão habilitados a realizar competições com o objetivo de selecionar atletas para os Jogos.

Os organizadores precisam decidir o modo de limitar a presença de espectadores, tanto do Japão como vindos de fora do país. Além disso será necessário estabelecer um sistema de atendimento médico-hospitalar especificamente voltado para o evento mundial — o que poderá sobrecarregar profissionais de medicina na linha de frente do combate ao coronavírus.

Em pesquisa de opinião pública realizada em dezembro pela NHK, 32% dos entrevistados expressaram o ponto de vista de que a Olimpíada e Paraolimpíada deveria ser cancelada. A rejeição da realização dos Jogos foi de cinco pontos percentuais a mais do que a proporção dos que a aprovam.