EUA condenam China por prisão de jornalista que denunciou surto de coronavírus em Wuhan

Os Estados Unidos condenaram veementemente a China pela prisão de uma jornalista independente que reportou o surto de coronavírus na cidade de Wuhan, onde os primeiros casos foram identificados.

Uma corte chinesa sentenciou a ex-advogada Zhang Zhan a quatro anos de prisão na segunda-feira, por alegações de ter disseminado informações falsas.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou em uma declaração feita na terça-feira que “O Partido Comunista chinês mostrou mais uma vez que faz o que for possível para silenciar os que questionam a posição oficial do partido, mesmo quando se trata de informação crucial sobre saúde pública”.

Pompeo afirmou que o Partido Comunista da China restringiu e manipulou informações sobre o surto em Wuhan desde o começo, e “silenciou brutalmente outros corajosos denunciantes da verdade”.

Zhang viajou de Xangai para Wuhan, na província de Hubei, em fevereiro. Ela começou então a publicar online informações em primeira mão sobre a situação, incluindo a forma com que as autoridades estavam lidando com o surto.