Organização diz que 50 repórteres foram mortos em todo o mundo em 2020

Um grupo internacional de jornalistas anunciou que 50 repórteres foram mortos em todo o mundo este ano, sendo que dois terços desses casos aconteceram em países que não estavam em guerra.

A organização Repórteres sem Fronteiras, com sede em Paris, divulgou o relatório na terça-feira.

Segundo o documento, as 50 pessoas foram mortas em conexão com seu trabalho entre 1º de janeiro e 15 de dezembro de 2020. A redução foi pequena em relação ao ano passado que registrou 53 mortes, apesar da diminuição nas atividades neste ano por conta da pandemia do coronavírus.

O relatório cita que 34 das fatalidades ocorreram em países considerados pacíficos.

O maior número teria sido registrado no México, com 8 mortos. Eles incluem repórteres que tentavam descobrir a conexão entre políticos e gangues de tráfico de drogas.

O documento diz que 42 jornalistas teriam sido alvejados e mortos intencionalmente. A cifra corresponde a 84 por cento das vítimas, um aumento significativo em relação aos 63 por cento registrados no ano passado.

Diz também que 387 jornalistas estão atualmente detidos por causa de seu trabalho, incluindo 14 que foram presos em conexão com a cobertura da pandemia do coronavírus.

O secretário-geral da organização Repórteres sem Fronteiras, Christophe Deloire, afirmou que jornalistas se tornam alvo em potencial quando investigam ou cobrem assuntos considerados delicados. Ele disse, "O que está sendo atacado é o direito de ser informado, que é o direito de todas as pessoas".