Lei de apoio ao Tibete promulgada pelos EUA deve agravar ainda mais relações com China

As relações entre os Estados Unidos e a China devem se agravar ainda mais, já que Washington promulgou uma lei de apoio ao processo do povo do Tibete para a escolha de seu líder espiritual, o Dalai Lama.

No domingo, o presidente americano Donald Trump sancionou uma lei segundo a qual quaisquer interferências do governo chinês na sucessão do Dalai Lama serão consideradas uma séria violação dos direitos humanos que conduz a sanções. A legislação defende que a administração considere a imposição de sanções caso haja interferência de Pequim.

A lei também diz que a China não terá permissão para abrir novos consulados nos Estados Unidos até que Washington possa inaugurar seu próprio entreposto diplomático em Lhasa, a principal cidade do Tibete.

Durante coletiva de imprensa realizada na segunda-feira, o porta-voz da chancelaria chinesa, Zhao Lijian, chamou questões referentes ao Tibete como sendo um assunto interno. Ele disse que as questões envolvem a soberania e a integridade territorial da China e que nenhuma interferência por forças externas seria permitida. Zhao exortou os Estados Unidos a parar de explorar temas relevantes cujo alvo é interferir em assuntos internos da China.