EUA e Reino Unido manifestam preocupação sobre julgamento de ativistas de Hong Kong

Os Estados Unidos e o Reino Unido manifestaram preocupação sobre um julgamento de ativistas em Hong Kong que estão sendo acusados de terem tentado entrar ilegalmente em Taiwan.

Doze ativistas pró-democracia foram detidos pela guarda-costeira chinesa em agosto enquanto tentavam chegar a Taiwan de barco. Posteriormente, foram acusados de estarem navegando ilegalmente.

Grande parte dos ativistas envolvidos se encontravam em liberdade sob fiança após terem sido presos ou indiciados por envolvimento com os protestos contra o governo em Hong Kong. Um deles é um ativista pró-democracia que havia sido preso sob suspeita de violação da lei de segurança nacional do território.

Um julgamento para 10 dos acusados teve início na segunda-feira em um tribunal na cidade de Shenzhen, localizada no sul da China e que faz fronteira com Hong Kong. Diplomatas de países ocidentais e jornalistas de Hong Kong foram até o tribunal, mas foram proibidos de assistir ao julgamento.

O tribunal informou que ouviu a opinião de ambos os promotores e advogados da defesa, mas não revelou nenhum detalhe adicional sobre os procedimentos do julgamento.

Antes da primeira audiência, a Embaixada dos EUA em Pequim divulgou uma nota pedindo que os ativistas fossem libertados. Segundo a declaração, o único suposto “crime” cometido pelos ativistas foi o de fugir da tirania.

Na segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico Dominic Raab disse que os ativistas receberam a notificação de sua audiência com apenas 3 dias de antecedência e que não tiveram acesso a advogados de sua escolha. Ele exortou a China a realizar julgamentos de uma forma justa e transparente.