Sobreviventes de bomba atômica pedem ação do Japão para negociações de desarmamento

Um grupo composto por sobreviventes da bomba atômica e ONGs instou o governo do Japão a tomar medidas concretas para a abolição de armas nucleares antes de 2025, ano em que se celebra o 80º aniversário dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki.

Representantes da Rede de ONGs do Japão para a Abolição de Armas Nucleares visitaram o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Tóquio na terça-feira. O grupo consiste em sobreviventes da bomba atômica e organizações da sociedade civil que trabalham pela abolição. Eles entregaram uma carta de solicitação a uma funcionária de alto escalão do ministério encarregada do desarmamento.

A carta observa que o Japão tem um grande papel a desempenhar à medida que a ameaça nuclear cresce em todo o mundo. Ela faz um pedido de cinco pontos ao governo, visando uma reunião que acontecerá este mês na Suíça do comitê preparatório para a próxima conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).

Os membros do grupo estão pedindo ao governo que exorte as potências nucleares a implementarem sua obrigação, nos termos do tratado, de participar de negociações para o desarmamento nuclear.

O grupo também quer que o governo japonês enfatize a importância do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares. O tratado proíbe o desenvolvimento, posse e uso de armamentos nucleares. Ele entrou em vigor em 2021, mas as cinco maiores potências nucleares e os países que estão sob a égide nuclear dos Estados Unidos, incluindo o Japão, não aderiram ao tratado.

A funcionária do ministério disse que manter e fortalecer a estrutura do TNP beneficia a comunidade internacional e prometeu adotar uma abordagem realista em relação a um mundo sem armas nucleares, já que o Japão é o único país do mundo a ter sofrido com bombardeios atômicos.