Governador de Okinawa expressa em Tóquio indignação contra casos de violência sexual por tropas dos EUA

O governador de Okinawa, província do sul do Japão, expressou indignação ao Ministério da Defesa, em Tóquio, por dois alegados casos de violência sexual envolvendo militares dos Estados Unidos que atuam na província.

Os dois casos vieram à tona na semana passada em Okinawa. Não houve comunicação dos casos à província pelo governo nacional e pela polícia local.

O governador de Okinawa foi recebido quarta-feira em Tóquio pelo vice-ministro da Defesa do Japão, Oniki Makoto. Na audiência, Tamaki Denny expressou indignação, dizendo que os incidentes são absolutamente inaceitáveis por se tratar de atos graves e malignos que desrespeitam os direitos humanos e a dignidade das mulheres. Afirmou que a revelação dos casos em um intervalo de poucos dias causou uma significativa inquietação na população de Okinawa.

Tamaki destacou que o incidente de dezembro consistiu no rapto de uma menor e deveria ter sido tratado de forma colaborativa pelos órgãos competentes e pela comunidade para garantir a segurança das adolescentes. Ele criticou a resposta do governo nacional aos incidentes, dizendo que a falta de comunicação aos governos provincial e municipal impediu qualquer ação local.

O governador de Okinawa solicitou que sejam comunicados à província todos os incidentes e acidentes envolvendo militares dos Estados Unidos. Também pediu que os governos japonês e americano elaborem imediatamente medidas eficazes para evitar qualquer repetição dos casos e que os detalhes sejam divulgados à população de Okinawa.

O vice-ministro da Defesa do Japão definiu os incidentes como extremamente lamentáveis e informou que o ministério pediu às forças dos Estados Unidos que intensifiquem suas medidas disciplinares e evitem qualquer repetição. Oniki Makoto disse que a pasta fará uma busca contínua de ações para evitar incidentes e acidentes do gênero.