Fuzileiro naval dos EUA é acusado de suposta agressão sexual em Okinawa

Segundo fontes investigativas, em junho, promotores da província de Okinawa, no Japão, acusaram um fuzileiro naval dos EUA por suspeita de violência sexual e agressão a uma mulher.

Autoridades e investigadores da província informam que, no dia 17 de junho, o arvorado de 21 anos, foi acusado pela promotoria do Distrito de Naha. Ele havia sido apreendido em maio, suspeito de ferir uma mulher adulta ao tentar agredi-la sexualmente.

Segundo relatos, a mulher teria resistido, e o fuzileiro naval teria fugido do local, mas foi encontrado pela polícia que recebeu uma ligação. O fuzileiro naval foi preso do lado de fora de uma base militar dos EUA.

Nesta semana, foi revelado também que um membro da Força Aérea dos EUA baseado em Okinawa havia sido acusado em março pelo suposto sequestro e agressão sexual de uma menor de idade em dezembro do ano passado.

Na quinta-feira, o vice-governador de Okinawa apresentou um protesto às Forças Armadas dos EUA no Japão pelo incidente de dezembro.

Na sexta-feira, o governador de Okinawa, Tamaki Denny, falou à imprensa sobre este mais recente caso envolvendo o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Tamaki disse sentir uma raiva indescritível.

O governador ressaltou também a necessidade de revisar um sistema de comunicação para que a província seja informada sobre incidentes envolvendo militares estadunidenses.

Okinawa, onde cerca de 70% das instalações militares dos EUA no Japão estão concentradas, foi palco de vários incidentes envolvendo militares daquele país. É provável que os protestos sobre a situação se intensifiquem depois desses recentes relatos de alegações de violência sexual na província.